floquinhos

domingo, 20 de agosto de 2017

Meus passatempos


À medida em que vamos caminhando pela vida, em cada fase, descobrimos (ou redescobrimos) novos prazeres, que nos são gratificantes, seja pelo gosto em executá-los, seja pelos resultados obtidos. Desde sempre o crochê fez parte de meus passatempos. Amo ler, escrever, viajar, ver um bom filme no aconchego de minha poltrona favorita, ouvir música. Amo várias formas de artesanato, e costumava ir intercalando cada uma delas, em fases variadas de meu caminhar. Mas, desde menina, o crochê aprendido com minha mãe, que por sua vez aprendera com minha avó, esteve sempre presente. Só que, nos últimos anos ficara meio escondido, já que, como a maior parte das pessoas, minha atenção foi absorvida pelas novas tecnologias, pelo deslumbramento de tanta "modernidade". Fazer crochê era coisa de antigamente; comprava-se tudo pronto. Mas o encanto do novo virou rotina, e começou a ficar muito sem graça toda essa facilidade. Comecei a pensar na delícia de se fazer as coisas com suas próprias mãos, presentear uma pessoa querida com um trabalho seu, feito ponto a ponto com carinho, pensando no presenteado. E, pouco a pouco, fui voltando aos meus trabalhos manuais e, foi demais. Artesanato, crochê, tudo de volta à minha rotina, enchendo de cores minha vida. Entre as guirlandas que andam enfeitando minha porta de entrada (uma para cada evento, uma para cada estação do ano), acabo de montar esta toda em flores de crochê, prontinha para saudar a primavera.  Não ficou lindinha?

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Inverno


Neste inverno, gelado, homenzinhos de neve vieram decorar a minha porta.

O mês de julho está luminoso, ensolarado, lindo. mas o frio também veio na medida dos julhos de antigamente, quando as estações eram mais definidas. Este é um mês de férias escolares, por aqui, portanto era tempo da garotada correr pelas ruas enpinando suas pipas (que chamavam de papagaio), com um céu azul de brigadeiro e um friozinho de gelar, que eles nem sentiam, tal era a alegria da liberdade que os cercava. Hoje os garotos não mais desfrutam dessa liberdade. As ruas são perigosas e o encanto dos IPhones, PPads, computadores, é bem maior que o dos antigos papagaios. Mas enfim, cada época tem suas tendências, seus costumes, seu jeito de ser, 

terça-feira, 23 de maio de 2017

Sem dúvida...


Um pensamento de Mario Quintana...

Se variam na casca, idêntico é o miolo,
Julguem-se embora de diversa trama:
Ninguém mais se parece a um verdadeiro tolo
Que o mais sútil dos sábios quando ama.

Nosso querido Quintana, sempre muito cheio de razão. O amor, realmente, transforma as pessoas. Criaturas sisudas chegam mesmo a se derreteram em, como dizia Pessoa, ridículas cartas de amor. Deliciosamente ridículas...


"Todas as cartas de amor são 
Ridículas.
Não seriam cartas de amor, se não fossem 
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser 
Ridículas.

Mas, afinal, 
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são 
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias 
Dessas cartas de amor
É que são 
Ridículas

Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos
São naturalmente
Ridículas)"

(Aberto de Campos)                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                               

domingo, 14 de maio de 2017


Para as amigas e leitoras do Prosa, Parabéns e Feliz Dia das Mães!

sexta-feira, 31 de março de 2017

Entre coelhinhos e chocolates


O tempo anda caminhando em passo tão acelerado que, quando nos damos conta, o primeiro trimestre do ano que ainda outro dia era novo, está acabando. Mais umas horinhas e, já será abril, um mês que inspira leveza, que lembra rosas, como na linda canção de Caymmi: "são todas tão rosas, rosas de Abril..." E, com abril, a proximidade da Páscoa, tempo de Renovação, de amor, de família, enfeitado com lindos coelhinhos que, misteriosamente, trazem ovos de chocolate. Deliciosos ovos de chocolate! Antecedem-na um tempo de reflexão, com a quaresma e mais precisamente os dias da Semana Santa. Dias estes já com um jeito muito diferente de algumas poucas décadas, quando, a religiosidade do povo levava à contrição, à reflexão, Atualmente, e para a grande maioria das pessoas, é tempo de viagem, de passeios, de confraternização antecipada para a comemoração da Páscoa em família. Os usos e os costumes mudaram tento ao longo de minha caminhada que, por vezes, sinto-me um tanto quanto confusa. Não sou saudosista, mas devo confessar que algumas mudanças me incomodam um pouco. Sinto falta das cerimônias religiosas, das procissões, das missas da madrugada depois da procissão do "encontro", ainda que naquele tempo não tívéssemos os maravilhosos ovos de chocolate. Mas tínhamos uma enorme roda de churros fritos e quentinhos que comprávamos de um casal de idosos, espanhois, que os fritavam na porta da casa em que moravam, lá rua Caetano Pinto, no tradicional bairro do Braz. E até isso mudou, pois hoje o bairro é do "Brás"!
E, de mudança em mudança, o mundo caminha, obrigando-nos a acompanhar as tais mudanças, se não quisermos ficar às margens desse caminho que atualmente parece-nos tão incerto..